GEOGRAFIA / PESQUISA

O BLOG GEOPESQUISA - GEOGRAFIA - PESQUISA, criado por Luiz Romeu Oliboni, prof. de Geografia, tem a finalidade de estimular a pesquisa, principalmente, por parte de seus alunos que realizam trabalhos pertinentes à área. Os conteúdos são de fontes diversas, jogados no endereço:”http://geopesquisa.blog.terra.com.br”.Vamos ao conhecimento, pela análise, pela crítica e para uma sociedade melhor!

12

de
outubro

O ESPÍRITO DO URSO…

 

LENDA, HISTÓRIA E MEMÓRIAS

 

 EM

 

 

 

 

O

 

ESPÍRITO DO URSO

 

 

 

 

 

 

 

A
FORÇA DUAL BRUTA, A LUTA DO BEM CONTRA O MAL PRODUZIRAM

A
LENDA, HISTÓRIA E MEMÓRIAS

- EM
O ESPÍRITO DO URSO –

NO
POÇO DA LINHA SESSENTA

MUNICÍPIO
DE FLORES DA CUNHA

RIO
GRANDE DO SUL

BRASIL 

 

Autor:
Luiz Romeu Oliboni 

 

À minha esposa Maria de
Lurdes e aos meus filhos Luiza e Luigi.

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

            O Espírito do Urso promove
a aliança do homem moderno com as forças naturais. O objetivo desta obra é
conciliar o homem com o sobrenatural e as forças mágicas.

            Neste conto, os animais são seres espirituais que
protegem e podem ser descobertos por todas as pessoas em seu mundo interno. A
natureza é uma grande aliada e nela todos os seres são vivos e podem agir com a
finalidade certa.

            A tradição é repleta de histórias e os contadores com seu
talento muito particular permanecem vivos na linha do tempo através de suas
lendas, que são passadas de pais para seus filhos e netos, solidificando-se
entre as gerações.

            É preciso saber de onde nos originamos, onde estamos e o
que faremos, com  a certeza de que este é
o momento da liberdade consciente e responsável com o triunfo do BEM sobre o
MAL.

 

 

A LENDA, HISTÓRIA E MEMÓRIAS

- EM O ESPÍRITO DO URSO –

 

 

OS
HOMENS!

 

As pessoas - na linha do
tempo – passam e mudam conceitos… 

…Novos hábitos e costumes
são incorporados às novas gerações.

A população humana cresceu,
como nunca antes, nesses últimos cento e cinquenta anos.

O maior crescimento se deu
nos países subdesenvolvidos.

 

AS
CAUSAS!

 

A maior causa desse
crescimento humano pujante foi o desenvolvimento científico.

Deveu-se a ele o surgimento
de máquinas, instrumentos cirúrgicos, novos remédios, vacinas, saneamento básico,
atendimento às gestantes, ONGs, Cruz Vermelha e outras continuadas melhorias
propiciadas às populações…

O conjunto de fatores
secundários fez cair a quase 90% a taxa de mortalidade infantil, principalmente
em países subdesenvolvidos…

A taxa de natalidade
continuou elevada.

A diferença entre as duas
taxas resultou na “explosão demográfica.”

 A população mais que dobrou em períodos de 30
em 30 anos.

 

OS
ESPAÇOS!

 

O aumento populacional
forçou ampliar e fazer novos espaços.

 A demanda de alimentos e matérias-primas ficou
mais aquecida.

Novas fronteiras agrícolas
foram surgindo…

Lavouras, pastagens e
extrativismos foram implantados.

Novas estradas surgiram,
ligando zonas produtoras a vilas e cidades consumidoras.

 

A
MIGRAÇÃO!

 

As máquinas, ferramentas,
herbicidas, inseticidas e conhecimentos agregados foram fazer a revolução
agropastoril nos campos.

A modernização das lavouras
substituiu o trabalho pesado dos trabalhadores braçais.

Um grande contingente deles
ficou desempregado. 

O êxodo rural aconteceu de
duas forças conjugadas e na mesma direção:

os desempregados do campo e
o fascínio que as cidades a eles exerceram. 

 

OS
ANIMAIS!

 

Espaços naturais foram se
encolhendo.

Animais se fizeram à margem
das florestas.

E se tornaram quase
urbanos… 

Houve mudança de hábitos e
costumes…

Homens e animais tiveram que
utilizar mesmos espaços.

 

OS
ALIMENTOS!

 

Ao aumentar o número de
animais e homens, aumentou a demanda por alimentos ao longo da cadeia alimentar
da biosfera.

 

O
DOMÍNIO!

 

O homem é dominante e
dominador, domesticou, criou animais de diversas espécies, obteve deles  o leite, a proteína, as matérias-primas e a
força de tração animal.

Animais e homens, no
passado, viviam em espaços próprios, naturais, com características muito mais
distintas do que atualmente.

A migração sazonal de
animais levou o homem a segui-los e caçá-los em pontos estratégicos.

Entre homens e animais foi
criada uma experiência social importante: a convivência. 

 

A
OCORRÊNCIA!

 

A Lenda, História e Memórias
– em o Espírito do Urso – no poço da Linha Sessenta aconteceu na região
Nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre os municípios de Flores da Cunha
e Caxias do Sul.

 

OS
DADOS!

 

As características da região
na época: acidentada, 700 metros de altitude, vegetação mista, grande presença
de pinheirais. Cada pinheiro, um monumento vivo, verde, enfeitado com as pinhas
e nelas os pinhões, farto alimento para animais e humanos

A hidrografia não volumosa,
mas consistente durante as quatro estações do ano.

As quatro estações do ano
bem mais definidas do que hoje.

As estradas precárias,
verdadeiras picadas de chão. 

 

A Estrutura Fundiária – Familiar!

 

Os lotes comprados pelos
imigrantes mediam entre 25, 32 hectares.

As atividades desenvolvidas
pelos colonos eram muito diversificadas.

Elas tinham por finalidade
suprir as necessidades fundamentais: alimentação, moradia, vestuário e outras
todas…

Os imigrantes de origem
européia sofreram muito na região, longe de seus lugares de origem…

A maioria emigrou de seus
países em conseqüência da pobreza e a concentração de renda nas mãos de poucos.

 

OS
PERSONAGENS!

 

Na história da lenda - em O
Espírito do Urso - atuaram as seguintes personagens: a tigresa, o Urso polar e
o tigre, pai dos três tigrinos da tigresa.

 

AGORA…

 

… VAMOS LER, CONTAR A QUEM
QUISER OUVIR A HISTÓRIA DA TIGRESA E DO URSO.

 A LENDA - EM O ESPÍRTIO DO URSO - ESTÁ NAS
ALMAS E NOS CORAÇÕES DE MUITA GENTE MUNDO AFORA!

 

A
TIGRESA!

 

Uma longa história…

Ela nasceu, cresceu de pais
de boa família, lá do interior do interior de uma grande floresta do norte
Brasil.

A família da tigresa era
constituída de seis membros.

A tigresa que foi para o Sul
era a única fêmea entre os quatro filhos.

Os três mais velhos eram
tigres e ficaram por lá, naquela floresta distante, de muita caça e espaços
abundantes…

E os pais da tigresa também
ficaram na região.

Ela cresceu, tornou-se
maior, independente e muito habilidosa.

Trabalhadora sempre foi
desde criança.

Dedicava-se à caça e
sobrevivência, à orientação e experiências em selvas; cuidados pelas estradas e
rios de corredeiras…

Muito instruída e segura de
seus atos, passou por uma grande floresta quando da ida para o sul. Foi lá,
nessa grande floresta que se encontrou, causalmente, com um tigre muito
distinto e com ele iniciou namoro…

Foram alguns meses de muita
paz nos dois grandes corações felinos apaixonados.

E por essa grande paixão, é
que o amor falou mais alto, ela esteve grávida de três lindos filhos, que
nasceram no sul do país…

 

Ainda no norte…

 

…A floresta era imensa,
ninguém na verdade a conhecia por inteiro, por ser grande demais, nos dois
sentidos: latitude e longitude.

Num belo dia - pela manhã
cedo - a tigresa e o tigre, que formavam um belo casal, resolveram ir à caça.

O dia daria lindo…

O espaço era grande, imenso
e promissor…

Nunca, ninguém, todavia,
havia dito conhecer muito bem essa floresta, por demais ter andado nela…

Muitas coisas estranhas
foram ditas dela…

Muitos causos, histórias e
mistérios foram relatados…

As interpretações nunca
foram negadas e ou afirmadas, cientificamente…

Aí é que estava a questão.
Os fenômenos seriam normais ou paranormais?

Parecia não serem
mistérios…

Seriam coisas da natureza…

Espíritos, quem sabe, de
gente e ou mesmo de animais condenados a vagar na grande floresta verde, entre
muitos países do hemisfério sul da América…

 

FORAM
À CAÇA!

 

Eles, os dois, foram e se
distanciaram um do outro.

O tigre se perdeu na floresta
adentro…

Tomou rumo completamente
diferente do da tigresa, de onde partiram…

Passaram-se dias e meses…

Não mais se viram.

Ninguém mais soube nada.

 

 

 

AGORA,
SEM O COMPANHEIRO E GRÁVIDA!

 

A tigresa estava grávida, só
e triste na floresta, impaciente, não sabia do seu futuro…

Tomou ânimo na vida e
resolveu continuar viagem para o sul. 

Era e sempre foi seu
objetivo, desde o início, as bandas do sul!

 

FOI,
SEGUIU VIAGEM, NOVAMENTE!

 

O tempo foi passando, não
houve mais notícias.

Ambos estavam perdidos vida
afora…

Ela continuou viajar para o
Sul do Brasil.

…Depois de meses, por
estradas, matas e margens delas, finalmente chegou.

Pela viagem, na longa
estrada, ela se lembrava dele, em cada dia, em cada hora.

As lembranças sempre foram
de muita saudade e de lágrimas nos olhos.

As lágrimas saiam lá do
fundo da alma e do coração…

Era grande a solidão na
vastidão, desse imenso chão brasileiro.

 

A
TIGRESA LEMBRAVA CONTINUAMENTE SEU NAMORADO, PORQUE O AMAVA MUITO!

 

Ela pensava nele, nos dias
felizes em que puderam viver juntos.

Lembrava, parecia ver o
jeitão dele, agir com desenvoltura, naquela floresta verde, distante, muito
valente, não tinha medo de nada.

… Foi uma longa história
de vida, amor e dor de dois personagens.

 Eles acreditaram na vida, no processo
continuado da espécie pelo amor que ambos tinham forte no coração…

 

 A VIDA
E A HISTÓRIA DA TIGRESA E DO URSO!

 

A tigresa saiu do norte e
agora residia no sul.

Articulada, integrada à vida
do campo e da cidade.

O urso polar vivia e estava
fora de seu hábitat natural.

A tigresa era trabalhadora.

O urso não trabalhava.

A tigresa tinha três filhos.                                                                       

O urso era solteiro e sem
namorada.

Eles foram se conhecendo aos
poucos.

Lá, de quando em vez, se
avistavam.

Um desconfiava do outro
continuamente…

Havia razões óbvias para a
desconfiança…

A tigresa tinha três filhos
e os amava por demais.

Viviam os quatro numa
casinha branca de pedra.

A casa tinha uma única porta
com tranca reforçada.

Uma escada de três degraus:
três pedras encimadas.

O urso não tinha boa fama
pela redondeza.

A vizinhança o via como
perigo iminente.

Aprontaria alguma coisa,
mais cedo ou mais tarde!

Parecia estar sempre
dormindo? Não se sabia!

São características do
animal boreal, sim. 

Olhos fechados, pequenos e
nariz- batata.

Vontade pouca, muito menos
para trabalhar.

Sempre foi duro a ele o
sacrifício de labutar.

Sem casa, sem porta, sem
companheira.

Sem chave, sem endereço, sem
prestígio.

Pior ainda era estar em
terras estranhas.

Trabalhar? Nunca acontecera
a ele!

Para ele o trabalho era peça
de teatro!

E ele não era do ramo da
dramaturgia.

Não trabalhava. Não gostava.
Ponto final.

Sempre foi ele nômade, lá
longe, naquele gelo.

 Mais pela preguiça do que pela vontade de ser.

Vagava de um ponto a outro,
com fome, ia caçar.

Não conseguisse caça.
Procurava alimentos pela vizinhança.

Visitava casas de
trabalhadores. Eles com dinheiro e comida.

Alimentos bons iam para o
lixo. Razão dele, ir a essas residências.

 

 

A
TIGRESA!

 

Trabalhava num mercado.

Usava lápis sobre a orelha.

Com ele fazia os cálculos.

Usava o ábaco, seguidamente.

Tinha uma visão perfeita!

Nunca precisou usar óculos.

Muito destrinchada era ela.

 

OS FILHOS!

                       

Amábile,
a mais velha; Triunfo, o segundo; Careta, a última da cria.

Eles eram menores.

Ainda adolescentes.

Idade de trabalho à mãe.

 A educação a eles exigia muito tempo e
paciência.

O ensino estava focado na
caça e na sobrevivência.

Sempre tivera ela, para com
os filhos, cuidado e dedicação.

Levantava cedo pela manhã e
algumas vezes à noite.

Preparava comida para os
três e que a servia quente.

 

O
CARDÁPIO!

 

Café, leite e pão; além de
ovos cozidos e o indispensável bacon cru que substituía a manteiga.

 

NO
DIA-A-DIA!

 

 As coisas necessárias, ela as comprava no
mercado em que trabalhava.

Não levava o dinheiro que
ganhava para casa.

Com ele, ela fazia compras
quase diariamente.

As prateleiras da despensa
de sua casa estavam quase sempre cheias.

 

O GRUPO!

 Poderia viver mais tranquilo se não houvesse
alguns fatores externos.

Lá de quando em vez, um acontecimento punha o
grupo à prova.

A tranqüilidade seria maior
se o urso não andasse por essas bandas.

 

ORA
– VAMOS RACIOCINAR!

 

Disse ela aos filhos:

- O urso solto, solteiro,
astuto e sem trabalho.

- Comida sempre foi pouca
para sua fome…

- …mesmo nas poucas
refeições plenas que fez.

 

CONTINUOU
ELA PENSANDO!

 

- Avaliando na ponta do
lápis, em papel de rascunho…

- As necessidades para uma
vida digna são muitas:

- alimentação, saúde,
educação, moradia, vestuário, transporte e assim vai…

- suprir essas necessidades tem
sido difícil:

- ontem, hoje e sempre para
quem trabalha!

- Para quem não trabalha, é
outra história…

                  

ANALISANDO!

 

Somadas as considerações: a
tigresa estabelece um código.

 Um dispositivo dificultaria possíveis intrusos
em sua casa.

E além do mais,
proporcionaria segurança à família.

A razão maior era a integridade
dos filhos e o sustento deles.

 

O
CÓDIGO E A SENHA!

 

Já prontos e instalados na
memória dos quatro.

Assim foi dito, assim foi
feito:

um código com senha.

Foi implantado e aceito.

 Guardado e decorado.

A recomendação: não abrir a
porta.

Só nas condições de código e
senha.

 

ELA!

 

…Quando chegar, vou bater
na porta.

(Aqui ela abriu o código e
senha).

- Eu baterei por três
vezes…

- Baterei com a mesma
intensidade:

toc, toc, toc.

- E direi, simultaneamente
ao bater, a frase:

- frantolini verdi la porta que son to mama.

- Entenderam bem? Sim, sim,
sim!

O código e senha funcionaram
no tempo e nos conformes estabelecidos para os do grupo.

 

OS
DIAS FORAM PASSANDO!

 

O urso espreitava, de
orelhas de pé, pela redondeza.

Copiar o código era
necessidade de astúcia e instinto.

O olfato apurado que tinha
compensava a pouca visão. 

O animal era poderoso, polar
e de muitos adjetivos…

Estava solto e de hábitos
inconvenientes à sociedade.

 

ACONTECEU!

 

Num dia fora de hora -
alguém bateu na porta da casa da tigresa.

 

OS
FILHOS – ORA - ORA!

 

Não era hora, nem mesmo
hábito, de a mãe chegar do trabalho tão cedo!

Ela chega na hora, nem mais
cedo, nem mais tarde, todo dia pontualmente…

As batidas dadas na porta
eram estranhas, descompassadas…

Eram batidas desconhecidas.
A voz estava grossa, rouca e dizia:

- frantolini, frantolini verdi, verdi la porta que son, son to mama.

As palavras eram repetidas.

Fora do código e sem sinal
da senha.

Eles não abriram a porta.

Os tigres foram logo
dizendo:

- vai embora.

- você não é a mãe…

E ouviram, à medida que ia
se afastando, repetindo a palavra dizendo:

- voltarei, voltarei…

Quando de volta - a mãe
utilizou o código de voz e batidas para abrir a porta:

- toc, frantolini, toc, verdi la porta, toc, que son to mama.

 

OS FILHOS!

                   

De imediato - abriram a
porta.

Os três em coro foram
dizendo:

 - bateu à porta e voz estranha…

- bateu à porta e voz
estranha…

- bateu à porta e voz
estranha…

 

A
TIGRESA!

 

Vamos entrar, disse ela a
eles:

- conversaremos depois!

 

TODOS
ELES!

 

Entraram, sentaram e
contaram tudo à mãe…

E com muitos e definidos
detalhes!

Aconteceu na hora tal e foi
assim:

- um estranho esteve e bateu
na porta.

- estava fora de sua hora,
voz diferente…

- tudo muito estranho, sem
contexto…

Todos eles, ali sentados em
roda, foram pensando e concluíram a partir dos detalhes:

peças do quebra-cabeça do
fato ocorrido fizeram com que fosse estabelecido o alerta.

O urso era forte, foi ele e
todo alerta era necessário para todos os membros da família.

Sendo o urso é um peso
pesado. 

Não há espaço para baixar
guarda.

 Daqui pra frente atenção e atenção…

 

AO
AMANHECER!

 

O Sol, no dia seguinte,
apareceu redondo.

Ela foi para mais um dia de
trabalho.

Era longe, fazia frio e era
inverno.

O trabalho necessário, digno
e oportuno.

O salário supria as
necessidades do grupo.

Além do mais de carteira
assinada.

Com ela, vários direitos
adquiridos…

Vida afora batalhou sempre a
dura luta…

Mãe responsável de três
filhos sendo criados!

Interessada, persistente,
dura qual seixo de rio.

No mais, tudo certo, o tempo
foi passando…

Nenhum acontecimento novo,
estranho.

A segurança do grupo foi
redimensionada.

Os tigrinhos fazendo
observações das regras gramaticais dos homens!

Os homens dizem:

- os tigrinhos, no
masculino, quando na verdade é um só de quatro.

 

QUE
MACHISMO!

 

Reclamaram as fêmeas!

 

E O Dia da Mulher?

É um só, o 08/03…

Na verdade é todo dia,
exclamaram elas!

Neste ano bissexto: 366
dias, um a mais.

Lá, entre os homens sempre
foi assim. Discursam:

- cinquenta mulheres e um
homem, ó senhores!

Começaram falar de outros
diversos assuntos…

Abandonaram as regras de
comunicação dos homens…

 

DEPOIS
DE DIAS, MESES!

 

O urso ataca pela segunda
vez – e foi uma investida pesada.

Ele aperfeiçoou a voz e as
batidas de abrir a porta.

Observou detalhes e hábitos
dos felinos diariamente…

Estivera de ouvidos e faro
aguçados ao longo desse tempo todo.

 

A
ELE – O OBJETIVO ERA CLARO: AS PRATELEIRAS CHEIAS DA DESPENSA DA CASA DA
TIGRESA!

 

Bateu as três batidas
idênticas as da tigresa.

Tudo nos conformes… Certo
como o óbvio.

As batidas e a voz foram
aceitas como autênticas.

Os pequenos felinos
pensaram…

Se as batidas são da mãe.

 É a mãe.

Se a voz é da mãe.

É a mãe.

A desconfiança não
prevaleceu à certeza.

Entreabriram a porta à mãe
que chegara.

Não restou força à
resistência…

O urso foi entrando,
entrou…

Foi direto às prateleiras
dos alimentos.

Comeu, bebeu, bagunçou.

Migalhas espalhadas em todas
as direções…

Comida, não sobrou nada!

Foi o fim de um grande
início…

Início de uma nova
jornada…

Os tigrinhos assustados
fugiram de casa e logo se perderam!

A casinha branca de pedra
não era a mesma…

A mesa e outros utensílios
foram invalidados.

Parecia um pós-carnaval!

O animal foi longe demais…

Coçava as costas nas
paredes…

Derrubou quadros de
fotografias da família.

Dançava sobre duas pernas e
batia palmas.

Cuspia longe, dava risada e
gargalhava alto.

Estava meio bêbado, meio de
tudo tomado…

 

VIZINHOS
PENSAVAM QUE HAVIA FESTA NA REDONDEZA!

 

A barriga do urso - de tanto
que ele comeu e bebeu - ficou grande que não passava pela porta ao sair.

Forçou tanto que os dois
lados da barriga ficaram pelados.

Parte do pelo ficou
dependurada nas laterais da abertura da porta e a outra parte caída no chão.

A tigresa – se não soubesse
- descobriria, pela comparação dos pêlos e a falta deles na barriga do urso
invasor.

Perdidos os filhos entre si,
da mãe e de casa.

Era inverno cheio no
hemisfério meridional

O mês era julho de muitos
anos passados…

 Dia de urso e tigres.

Dois partidos de garras.

 

DE
VOLTA DO TRABALHO!

 

 A tigresa pressentiu algo errado acontecendo,
ainda pelo caminho de volta…

Dotada de grande visão - ela
enxergou de longe a porta aberta de sua casa…

Sentiu-se mudada, perfilou
mil coisas estranhas em sua mente acontecendo…

E efetivamente
aconteceram…

Foi em direção a casa rápido
- chegou e entrou.

Nem reparou o quanto estava
bagunçado.

Chamou pela filha mais
velha:  Amabile?

Não houve resposta, não
houve comunicação.

 Ninguém estava no lugar a testemunhar o fato.

Sem testemunhas! Sem
verdade! Sem atitude!

Andou pela vizinhança,
vasculhou e nada de ninguém!

 

O
PIOR!

 

Choveu e com ela prejudicou
o poder olfativo dos felinos.

Sumidos estavam eles…
Longe de casa!

Foi grande o susto e a
angústia da mãe!

O sentimento do sumiço foi
muito grande.

Só coração de mãe saberia
medir o contexto…

A chuva fez barro na estrada
de chão de terra.

A mãe reconheceu as pegadas
dos pés dos filhos.

Já foi correndo na direção
ao encalço deles…

Foi em disparada, estrada afora,
noite adentro…

Fatos analisados são
importantes e úteis à vida.

Observações e práticas criam
novos caminhos…

O dia foi o pior na vida da
família dos tigres.

Nunca antes o grupo estivera
tão desarticulado…

 

O
REENCONTRO!

 

Finalmente foram encontrados.

A tensão e o estresse
diminuíram.

Apesar do fato, ainda foi um
fim feliz!

Molhados estiveram eles todo
tempo.

Tremiam de frio, era inverno
cheio.

Cabelos sujos e caídos sobre
os olhos.

A mãe os tomou de imediato
em seus braços.

Abraçou-os, os beijou e os
levou para casa.

Não muito perto, nem muito
distante estavam eles!

Ao chegar e entrar, mais
tristeza…

Tudo estava de mal para
pior.

Foi um fim de carnaval
cheio!

As prateleiras estavam
vazias.

Estava frio, noite e sem
comida…

A mãe os ajudou a tomar
banho.

Secou-os com firmeza e os
penteou.

 

ELA
PROCUROU AMENIZAR O FATO JUNTO AOS FILHOS!

 

Foi dizendo palavras doces e
os consolou.

Falando, ainda a eles:

 - o mundo está cheio de armadilhas.

- A gente se cuida - há quem
nos cuide mais…

- Baixar guarda é dobrar o
perigo – toda atenção é pouca!

 

AOS
FILHOS!

 

Guardem e tenham em mente…

É necessário sempre saber:

quando, por que e ainda
dizer.

- Vou ver…

Antes de dar resposta a
qualquer pergunta.

 Esta foi a vez do caçador - nós fomos caça
dele.

Um dia ele será a caça - e
nós os caçadores, vencedores!

Os filhos sorriram -
sinalizaram um sim com a cabeça - sem muito entender!

Os dias foram passando…

Um após outro,
normalmente…

 

 

 

 

A
TIGRESA!

 

 Com certa razão, mas com o coração sem perdão,
queria cobrar-se do urso, mais cedo ou mais tarde…

Haveria cobrança um dia, sem
dúvida, segundo sua alma, seu coração e sua convicção.

Lembrando ela:

- os orientais deixam o
tempo passar. Contemporizam!

- os ocidentais, também, mas
o sangue latino pode não agüentar…

 

CONTINUOU
ELA!

 

- Alguém me disse a respeito
do Poder Judiciário Chinês:

- os julgamentos eram tão
demorados que os presos morriam, antes mesmo de serem julgados.

 

NOS
ARREDORES DA FAMÍLIA DOS TIGRES ERA CAMPO MINADO: MUITA MUNIÇÃO!

 

A tigresa observava o urso,
continuamente, atentamente.

Passo a passo, nas andanças,
nos domínios da redondeza.

Aprendera dele os detalhes
da espionagem e o confronto.

 

O
ANIMAL POLAR GOSTAVA DE COMIDA BOA – TRABALHAR, NEM FALAR!

 

Se fosse obrigado a fazê-lo,
levantava de pé e gritava, movimentava os braços, fazendo gestos de boxeador e
cuspia na cara dos mais próximos. 

A tigresa era astuta e
inteligente.

Fez de suas idéias uma
maquete.

O objetivo: cobrar a dívida
do urso.

Para ela, o momento era mais
que oportuno.

Já tinha montado o plano de
cobrança…

Em terra de tigres, agora, o
urso é a caça.

Os filhos cresceram.

As idéias evoluíram…

Havia tempo sobrando…

 

A
FELINA ESTAVA EM FÉRIAS!

 

Convidou o urso para uma
viagem…

Demoveu-o do seu
sedentarismo.

Propôs ela, para ambos, ir à
cidade de Caxias do Sul.

Aceitou! Concordou ele com
os mínimos detalhes…

Já combinaram também o mês,
dia e hora para a ida.

 

PARTIRAM!

 

Estrada de chão, de colônia,
entre linhas e travessões.

Muitas curvas, aclives e
declives, muitas pedras, muitos buracos.

Muito calor, mês de verão,
fevereiro de muitos anos passados…

 

TRAJETO
APROXIMADO – PARTIDA!

 

Linha Cem, Linha Oitenta,
Linha Sessenta, Linha Quarenta e finalmente, Linha Vinte que dá nos pavilhões
da Festa da Uva na cidade de Caxias do Sul. 

Os Pavilhões, uma
extraordinária obra de bom senso.

A obra exerce o
desenvolvimento da região e agrega intercâmbio cultural e social mundial.

São realizados diversos
eventos anualmente e de dois em dois anos o coroamento com a Festa da Uva. 

Ali chegam visitantes do
mundo todo…

Muitos anos antes da
construção desse monumento à vida, ao trabalho e à dignificação do homem é que
ocorreu o fato. Num belo dia, a tigresa, ao sair do trabalho, se deu junto a um
grande grupo de jovens desportistas e muito falantes…

A tigresa correu e se foi,
nem mesmo olhou para trás…

Só muitos dias adiante é que
a tigresa desvendou o mistério do grupo de jovens rapazes…

Eram seminaristas que viviam
num seminário próximo.

Na ocasião, esse grupo de
jovens ia praticar esportes na quadra de um grande bosque.

Tudo foi esclarecido e
aceito por ela o fato de ter que correr naquele dia…

 

A
TIGRESA EM FÉRIAS COM OS PLANOS: A e B PRONTOS PARA APLICAR!

 

Estava disposta, de boa
saúde e de muito bom humor expressos em suas faces.

Da boca grande, aberta, se
viam os dentes inteiros, brancos, bonitos bem posicionados nas arcadas,
superior e inferior.

Estava de astral elevado e
com certa impaciência…

Ela vinha estudando há muito
tempo todos os tipos de armadilhas e artimanhas.

Ela as aplicaria ao urso,
sem problema de consciência, determinada que estava.

Esperava conjugar, diversos
dos principais fatores, para aplicar o plano A.

Caso contrário - o PA
falhasse - haveria o plano B pronto a ser aplicado.

 

JÁ,
QUASE, TINHAM ELES ANDADO METADE DO CAMINHO!

 

A tigresa atleta estava
resistente, não sentiu nada de cansaço e ou câimbras.

O urso estava em grande
desconforto, sentia fortes dores em seus membros e parecia estressado.

 

TAMBÉM,
PUDERA!

 

Pesado que estava ele, desengonçado
e não acostumado a trilhas dos homens:

a ida e a vinda para o
“Campo dos Bugres.” Hoje, Caxias do Sul.

 

FOI
GRANDE O SACRIFÍCIO A ELE IMPOSTO!

 

A longa caminhada - da Linha
Cem, até os limites da divisa da Linha Oitenta, à divisa da Linha Sessenta.
Longe e cansado estava ele por demais…

 

 

 

ALI,
O POÇO!

 

Morada eterna do Espírito do
Urso em Lenda, História e Memórias (…).

 Os fatores para ele foram adversos,
estressantes.

O calor, a poeira, o peso do
corpo, andar sobre duas pernas fizeram muito mal a ele.

 

A
ELA INTERESSAVA O ESTESSE DO URSO – QUANATO MAIS – MELHOR!

 

Tinha chegado o dia, hora e
a vez de a tigresa cobrar-se do inimigo pelo mal praticado.

O fato foi tido: Invasão a
domicílio, roubo, depredação e maus tratos a menores.

 

O
POÇO!

           

Largo, profundo era o poço -
três vertentes brotavam de seu interior…

Uma pedra pontiaguda emergia
da água fresca pura e cristalina…

É só imaginar um dia de
muito calor – um verão abrasador – de sol vertical!

E uma caminhada longa, por
estrada de chão e cheia de pedras e buracos!

Com sede, sem água, sem
conhecimento de nada em terra estranha…

 

A
TIGRESA!

 

Nesse momento - ela falou ao
urso da existência do poço…

Onde, perguntou ele a ela?

 

ALI
– DISSE ELA!

 

Logo mais adiante, próximo
às famílias: Variani, Andreazza, Ravizzoni, Benenetti, Casagrande e outras
mais…

O Espírito do Urso no Poço
da Linha Sessenta: Lenda, História e Memórias.

Pelo sim, pelo não, o fato
fez emigrar muitos membros dessas e outras tradicionais famílias da localidade
e que não mais voltaram à terra natal.

 

 

A
TIGRESA!

 

Estava verão muito quente, a
sede era infernal.

Ela falou ao urso:

 - A água é de boa que qualidade!

Quantidade, qualidade, todo
ano: inverno e verão.

Ela repetia coisas sem nexo,
continuamente ao urso.

A finalidade era tê-lo e
fazê-lo submisso às suas ordens.

Foram artimanhas
psicológicas – via estresse e hipnose!

 

AO
PLANO A!

 

O urso suado, malcheiroso,
pés em carne viva, sangrando entre os dedos.

Com sede fulminante, era
hora de a tigresa agir e pegar o troco, segundo ela. Os fatores estressantes
utilizados por ela, ao urso, foram: calor, caminhada, sede e muitas divagações
sem nenhum sentido a essa ida a Caxias… Uma ida sem volta.

 

NINGUÉM
SABE QUEM CAVOU O POÇO!

 

… O poço antigo, feito,
provavelmente pelos nativos.

Os imigrantes, vindo da
Itália têm utilizado o poço.

Nunca esteve cheio, também
nunca esvaziou.

A água estava boa em todas
as estações do ano.

 

TUDO,
ALI, À VISTA E PRONTO!

 

As quatro retinas dos olhos
dos dois felinos brilhavam que faiscavam.

A corda para descer e subir
estava nova e pronta.

Comprada e posta ali pela
tigresa, especialmente…

Pronta para içar qualquer
peso, menos o do urso.

 

A
TIGRESA!

 

Pensando no passado,  lembrava do namorado, pai de seus três filhos

Os filhos já grandes, embora
não conheçam o pai, se viram na vida…

 

O
TEMPO PASSOU!

 

Mas, se por um lado as
experiências fizeram mal, por outro, tão mal não fizeram, porque o bem ao mal
venceu…

Os três filhos estavam grandes,
reforçados e com saúde de dar inveja.

Muitas histórias chulas a
tigresa passou ao urso…

Umas e outras pra boi
dormir, outras pra ela rir.

 

A
TIGRESA AO URSO!

 

O poço e a corda estão ali.

A água é de boa qualidade.

 Beber é a oportunidade agora.

 O verão - mês de fevereiro.

Repetia, repetia ela ao urso
coisas sem pés e nem cabeça…

As repetições sempre foram
coisas de domínio da tigresa ao urso.

Jogo de hipnose e
misticismo. Mente dominada e sem perdão.

Coisas misteriosas, nessas
bandas: ida sem a volta para o felino.

 Ainda – dizia ela a ele - eu desejo ser a
primeira a beber!

Sou uma dama, estou com
muito mais sede do que você.

Você é um cavalheiro e não
vai deixar de me privilegiar?

E preciso de sua ajuda,
preciso de você para me descer e subir do poço.

 

VOU
EXPLICAR COMO FUNCIONA!

 

Primeiro, eu desço presa à
corda, auxiliada por você.

Lá, beberei, beberei até
saciar minha sede. E de lá, “lap”.

Quando terminar de beber, eu
direi a palavra “lap”.

Ali, você me puxará pela
corda, até alcançar a borda da boca do poço, em segurança.

Segundo, você descerá pela
corda, mesmo processo, auxiliado por mim.

Lá, você beberá o quanto
quiser e quando saciado, dirá a palavra “lap”.

DITO
E FEITO – LÁ FOI ELE – NÃO DESCONFIOU DE NADA!

 

Desceu devagar, auxiliado
por ela, pela corda, até alcançar a pedra e o precioso líquido.

Ela, de súbito, expôs e
argumentou a ele, que aceitou: retirar a corda do abdômen.

Sem ela, ficaria mais livre
e à vontade.

 Daria mais espaço ao preciso líquido.

De imediato retirou a corda,
ali de lado.

Lá, bebeu, bebeu, até não
querer mais.

Depois lavou o rosto e
esfregou os pés.

De tanta água que bebera,
escorria-lhe muita da boca por um bom tempo.

Sem exagero, pesaria uns 30
quilos mais, se ali fosse pesado, da água que bebeu.

Descansou sobre a pedra
emersa com a mão na cabeça, por um bom tempo.

Era de sombra e água fresca
que ele gostava e queria… Muita preguiça!

Os raios de sol desciam
oblíquos, não estava meio-dia, não era manhã. À tarde.

 

CHEGOU
O MOMENTO PARA ELA FAZER JUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS!

 

O urso.

Finalmente gritou ele a
palavra – lap!

Ela, já havia subido a corda
três metros, de seis que era a profundidade do poço.

E a palavra do urso –
lap!  Ecoou pela parede do poço - Lap,
lap,…

- Lap?

Perguntou a tigresa a ele
para confirmar e iniciar fazer justiça.

A tigresa guardava na mente
e coração obstinados a aplicar a justiça ao inimigo urso.

- Lap!

Respondeu ele novamente para
ser içado.

 

A
TIGRESA!

 

Lá, com toda corda suspensa
e fora do poço - respondeu:

- La coa del las, le venhesto al 
giorno de la vendetta.

- Adesso stá li tel pos…

 

A
SURPRESA
!

 

O pai dos tigrinhos, nesse
dado momento, acabara de chegar, lá de muito longe.

Foi uma surpresa.

Surpreendente, não
ocasional, mas providencial para ambos…

Foi nesse exato momento,
ali, cara a cara, que se deu o reencontro tigresa e tigre.

Ele esteve distante,
perdido, não tivera a oportunidade de ver seus filhos nascerem.

Foi dura batalha para ambos,
nessa caminhada da vida, dois caminhos e reencontro.

O amor vence distâncias e
obstáculos, quando há reciprocidade, para os que se amam.

 

PELA
ESTRADA DA LINHA SESSENTA!

 

Quem nela passa, passa
próximo ao poço. Poço onde o espírito do urso está aprisionado.

Há, ali, uma forte energia.
As pessoas perdem a orientação!

Na localidade, até hoje se
ouve o urso!

Pessoas que passam, sentem e
sabem!

Umas e outras desviam o
caminho.

O urso continua unhar a
parede do poço.

Homens e animais praticaram
o bem e o mal.

O bem ao mal venceu.

As duas forças opostas
produziram: ‘la vendetta’.

O resultado dessa descarga
fez acontecer luz e paz na Terra!

Alguns espíritos ainda
vagueiam, outros mais puros alteiam…

 

A
FORÇA DUAL BRUTA, A LUTA DO BEM CONTRA O MAL PRODUZIU

A
LENDA, HISTÓRIA E MEMÓRIAS

- EM
O ESPÍRITO DO URSO –

NO
POÇO DA LINHA SESSENTA

MUNICÍPIO
DE FLORES DA CUNHA

RIO
GRANDE DO SUL

BRASIL

 

 

 

Ilustração da capa – Originada do
seguinte endereço eletrônico:

 

http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.imagick.org.br/pagmag/themas2/imageD4M.JPG&imgrefurl=http://www.imagick.org.br/pagmag/themas2/castaneda.html&usg=__MCqVYU0dDKSiZj1HSY9Fifpvs38=&h=669&w=425&sz=34&hl=pt-BR&start=4&tbnid=gr0tj7WzU0hIyM:&tbnh=138&tbnw=88&prev=/images?q=esp%C3%ADrtio+do+urso&gbv=2&hl=pt-BR

Acesso
em: 15 fev. 2010

10

de
maio

O HOMEM

O HOMEM:  

 

De Luiz
Romeu Oliboni

 

O homem - Pensando
pensamentos!

O homem
recicla idéias!

O homem
receoso / receia!

O homem
imita a natureza!

O homem
caminha na estrada de seus sonhos!

O homem é
verticalmente vértice da pirâmide da vida!

O homem é
paz e guerra!

O homem é
luz e treva!

O homem faz
humanidade!

O homem é
sábio: desconhece sua origem / meio e / fim!

O homem vive
um espaço e um tempo!

O homem é
uma unidade da humanidade!

O homem:

Corpo e
alma!

O homem
verteu de muitas vertentes!

O homem:
raças, cores e paixões!

O homem de
gostos e amores!

O homem de
guerra e paz!

O homem que
quer salvar o próprio homem!

O homem que
quer acabar com o próprio homem!

O homem que quer construir uma nova humanidade!

 

28

de
março

Via Láctea tem bilhões de planetas supostamente habitáveis

  • Chuvas
  • Desabamento no Rio
  • Todas as notícias
  • Via Láctea tem bilhões de planetas supostamente habitáveis

    Estudo identificou que 40% de todas as estrelas anãs-vermelhas têm um planeta com composição parecida com a Terra

    EFE | 28/03/2012 14:24

    Texto:
    Foto: ESO/L. Calçada

    Ilustração retrata entardecer no planeta Gliese 667 Cc

    Uma equipe internacional de astrônomos descobriu que a Via Láctea abriga dezenas de bilhões de planetas rochosos que giram em torno de anãs vermelhas - estrelas cuja massa é menor que a do Sol.

    O estudo, realizado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) e divulgado nesta quarta-feira, contou com dados obtidos pelo espectrógrafo Harps, o “caçador de planetas” instalado em um telescópio de 3,6 metros do observatório La Silla, no Chile.

    Veja imagens do espaço

    Segundo a pesquisa, é possível deduzir que nas vizinhanças do Sistema Solar, a distâncias inferiores a 30 anos luz, pode haver uma centena de “Super-Terras” (planetas com massa de uma a dez vezes superior à da Terra).

    Veja também: Vídeo mostra movimento da via Láctea acima do Atacama

    Esta foi a primeira vez que foi medida de forma direta a frequência de Super-Terras em torno de anãs-vermelhas, que representam 80% das estrelas de nossa galáxia.

    “Cerca de 40% de todas as estrelas anãs-vermelhas têm uma Super-Terra orbitando em sua zona de habitabilidade, uma região que permite a existência de água líquida sobre a superfície do planeta”, explicou o líder da equipe internacional, Xavier Bonfils.

    Leia mais:
    Descoberto planeta habitável fora do Sistema Solar
    Astrônomos descobrem planeta HD85512b, que poderia abrigar vida
    Indícios de água geram otimismo por vida em outros planetas
    Nasa anuncia descoberta de planeta que pode ter água
    Mais de 500 milhões de planetas podem ter vida
    Na Via Láctea, planetas em volta de estrelas são regra e não exceção

    Segundo o astrônomo do Observatório de Ciências do Universo de Grenoble (França), como as anãs vermelhas são muito comuns - há 160 bilhões delas na Via Láctea -, pode-se concluir que “há dezenas de bilhões de planetas deste tipo só em nossa galáxia”.

    Durante as observações, realizadas durante um período de seis anos no hemisfério sul a partir de uma amostra composta por 102 estrelas anãs-vermelhas, os cientistas descobriram um total de nove Super-Terras.

    Os astrônomos estudaram a presença de diferentes planetas em torno de anãs-vermelhas e conseguiram determinar que a frequência de Super-Terras na zona de habitabilidade é de 41% em uma categoria que vai de 28% a 95%.

    Por outro lado, os planetas gigantes - similares em massa a Júpiter e Saturno no nosso Sistema Solar - não são tão comuns ao redor de anãs-vermelhas, com uma presença inferior a 12%.

    Segundo Stéphane Udry, do Observatório de Genebra, “a zona de habitabilidade em torno de uma anã-vermelha, onde a temperatura é apta para a existência de água líquida na superfície, está mais perto da estrela do que no caso da Terra em relação ao Sol”.

    “Mas as anãs-vermelhas são conhecidas por estarem submissas a erupções estelares ou labaredas, o que inundaria o planeta de raios-X ou radiação ultravioleta: isso tornaria mais difícil a existência de vida”, acrescentou.

    Por sua vez, Xavier Delfosse, do Instituto de Planetologia e Astrofísica de Grenoble, indicou que agora que se conhece a existência de muitas Super-Terras próximas, “espera-se que algum desses planetas passe em frente à sua estrela anfitriã durante sua órbita em torno desta”.

    “Isso abrirá a excitante possibilidade de estudar a atmosfera destes planetas e buscar sinais de vida”, concluiu.

    Um dos planetas descobertos pelo espectrógrafo Harps é Gliese 667 Cc, o mais parecido com nosso planeta, e que com quase certeza reúne as condições adequadas para a presença de água líquida em sua superfície, segundo o ESO.

    28

    de
    março

    Via Láctea tem bilhões de planetas supostamente habitáveis

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    Estudo identificou que 40% de todas as estrelas anãs-vermelhas têm um planeta com composição parecida com a Terra

    EFE | 28/03/2012 14:24

    Texto:
    Foto: ESO/L. Calçada

    Ilustração retrata entardecer no planeta Gliese 667 Cc

    Uma equipe internacional de astrônomos descobriu que a Via Láctea abriga dezenas de bilhões de planetas rochosos que giram em torno de anãs vermelhas - estrelas cuja massa é menor que a do Sol.

    O estudo, realizado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) e divulgado nesta quarta-feira, contou com dados obtidos pelo espectrógrafo Harps, o “caçador de planetas” instalado em um telescópio de 3,6 metros do observatório La Silla, no Chile.

    Veja imagens do espaço

    Segundo a pesquisa, é possível deduzir que nas vizinhanças do Sistema Solar, a distâncias inferiores a 30 anos luz, pode haver uma centena de “Super-Terras” (planetas com massa de uma a dez vezes superior à da Terra).

    Veja também: Vídeo mostra movimento da via Láctea acima do Atacama

    Esta foi a primeira vez que foi medida de forma direta a frequência de Super-Terras em torno de anãs-vermelhas, que representam 80% das estrelas de nossa galáxia.

    “Cerca de 40% de todas as estrelas anãs-vermelhas têm uma Super-Terra orbitando em sua zona de habitabilidade, uma região que permite a existência de água líquida sobre a superfície do planeta”, explicou o líder da equipe internacional, Xavier Bonfils.

    Leia mais:
    Descoberto planeta habitável fora do Sistema Solar
    Astrônomos descobrem planeta HD85512b, que poderia abrigar vida
    Indícios de água geram otimismo por vida em outros planetas
    Nasa anuncia descoberta de planeta que pode ter água
    Mais de 500 milhões de planetas podem ter vida
    Na Via Láctea, planetas em volta de estrelas são regra e não exceção

    Segundo o astrônomo do Observatório de Ciências do Universo de Grenoble (França), como as anãs vermelhas são muito comuns - há 160 bilhões delas na Via Láctea -, pode-se concluir que “há dezenas de bilhões de planetas deste tipo só em nossa galáxia”.

    Durante as observações, realizadas durante um período de seis anos no hemisfério sul a partir de uma amostra composta por 102 estrelas anãs-vermelhas, os cientistas descobriram um total de nove Super-Terras.

    Os astrônomos estudaram a presença de diferentes planetas em torno de anãs-vermelhas e conseguiram determinar que a frequência de Super-Terras na zona de habitabilidade é de 41% em uma categoria que vai de 28% a 95%.

    Por outro lado, os planetas gigantes - similares em massa a Júpiter e Saturno no nosso Sistema Solar - não são tão comuns ao redor de anãs-vermelhas, com uma presença inferior a 12%.

    Segundo Stéphane Udry, do Observatório de Genebra, “a zona de habitabilidade em torno de uma anã-vermelha, onde a temperatura é apta para a existência de água líquida na superfície, está mais perto da estrela do que no caso da Terra em relação ao Sol”.

    “Mas as anãs-vermelhas são conhecidas por estarem submissas a erupções estelares ou labaredas, o que inundaria o planeta de raios-X ou radiação ultravioleta: isso tornaria mais difícil a existência de vida”, acrescentou.

    Por sua vez, Xavier Delfosse, do Instituto de Planetologia e Astrofísica de Grenoble, indicou que agora que se conhece a existência de muitas Super-Terras próximas, “espera-se que algum desses planetas passe em frente à sua estrela anfitriã durante sua órbita em torno desta”.

    “Isso abrirá a excitante possibilidade de estudar a atmosfera destes planetas e buscar sinais de vida”, concluiu.

    Um dos planetas descobertos pelo espectrógrafo Harps é Gliese 667 Cc, o mais parecido com nosso planeta, e que com quase certeza reúne as condições adequadas para a presença de água líquida em sua superfície, segundo o ESO.

    19

    de
    fevereiro

    O RIO QUE PASSA…

    O RIO QUE PASSA…

                                                   Autor:
    Luiz Romeu Oliboni

    Sinônimo
    de todas as águas, homenagem a todos os seres, respeito e moderação a todos os
    meios, culto a todas as crenças, raças e culturas; vontade de ver renovados e
    melhorados os ciclos de vida: início, meio, fim e início de um novo processo
    sustentável para todas as espécies e a nós e nossos descendentes

    01 – A nascente das águas…
    As águas nascem:
    forte o desafio!…
    Belas, destemidas,
    iniciam pequenas,
    feito filete de pena,
    despontam do grotão,
    dessas pedras soltas
    que elas cavaram
    com as próprias mãos…
    Vertem as águas:
    precioso líquido,
    muito mais,
    para os sedentos aflitos…
    Elas ao longo,
    acenam, amenas,
    do percurso - caminho!…
    Lá elas se vão
    e molham,
    onde era seco o chão,
    alongam o caminho
    e empurram tontas
    à forte sentença !…
    Lágrimas:
    as águas
    que somadas
    andam, desandam,
    correm belas,
    leves, moles,
    borbulham do vaso raso
    que a natureza esculpiu,
    plantou, pintou com harmonia
    no chão do vale do Jardim de Deus!…
    Fazem o percurso,
    cortam biomas,
    vestem ecossistemas.
    É o destino entalhado:
    da nascente à foz,
    o grande legado!…
    Princípio, meio e fim,
    (alto, médio e baixo rio),
    de todas as coisas!
    As águas são…
    …do rio que passa!…

    02 – A preservação das águas…
    Preservar as águas
    deverá ser ato contínuo
    de todo sedentário humano
    peregrino do planeta Terra!…
    É dever, é querer viver,
    já é consciência coletiva,
    culta, de que as águas
    se tornem eternas
    às vidas efêmeras!…
    Que as vidas agradeçam
    às águas já consumidas!…
    Que, eternamente,
    as pessoas possam saciar a sede!…
    Que as pessoas sejam lavadas
    de suas incoerências!…
    Que o divisível rio seja permanente
    no seu leito corrente
    no tempo e no espaço!…
    Ensine a preservar,
    vá em frente, ajude,
    Seja grande, forte gente, destemida!…
    E que as águas estejam
    sempre vivas às vidas!…
    E que sejam renovadas,
    puras quais crianças ativas,
    que não se cansam, rolam e dançam
    no leito da vida:
    esperança!…
    O rio é a porta de frente:
    nossa cara, nossa gente,
    sem maquiagem, sem cena;
    espelha em si
    a realidade do que somos:
    amigos ou inimigos?!…
    Que as águas não morram…
    Sejam eternas,
    eternamente!…
    Com as propriedades livres
    sejam elas todas
    para todos os tempos
    para todos os vales
    para todos os seres
    servidas livremente…
    Voltem elas sempre
    a passar no canal mutável
    ainda viável
    à continuidade de tudo,
    sobretudo a …
    …do rio que passa!..

    03 – Os processos e segredos das águas…
    Águas, o domínio:
    espaços, limites,
    terras em declives,
    divinas, infernais,
    de todos os desníveis,
    de todos os destinos,
    desses mortais!…
    Caminham, avançam
    de mãos dadas,
    abraçam-se,
    balançam,
    ganham espaços,
    tarefa difícil,
    árdua batalha:
    alongam o percurso,
    fazem as curvas,
    molduram as praias
    por onde passam!…
    A cada passo dado,
    novas vidas renovadas!
    As águas criam
    as lavadeiras
    à beira do rio
    com seus filhos
    atletas esguios,
    tostados…
    São quase peixes,
    de nado a nado,
    de lado a lado,
    margeiam,
    atravessam o rio…
    No qual, as mães,
    levam, lavam, passam;
    carregam nas suas cabeças
    as trouxas - magotes:
    sustentos delas,
    de suas proles
    às vidas inteiras,
    fazendo de tudo,
    tudo da mesma maneira,
    de simples que elas são,
    são elas, simplesmente,
    as lavadeiras!…
    Por eles, os filhos,
    não são herdeiros
    dos mesmos trabalhos:
    destinos das mães!…
    Procuram, trabalham,
    visam construir a passagem
    para nova vida,
    ultrapassar as fronteiras
    do ‘psíquico-social,
    conquistar as cidades
    ribeirinhas, outras mais,
    para onde, além,
    não se sabe,
    centros maiores,
    é provável?!…
    Tudo é feito
    com vontade de vencer,
    tempo existe,
    o coletivo é duro
    e persiste!…
    Iguais idades,
    jovens são jovens
    em todos os tempos
    e espaços!…
    Grandes obreiras,
    as lavadeiras,
    de todos os dias,
    de todos elas conhecidas
    com suas dúzias de roupas
    batidas, esfregadas, estendidas
    sobre as pedras alisadas…
    Águas formam os pescadores,
    fazem crescer os peixes..
    Os instrumentos (…) à pesca!…
    Águas:
    infortúnio ou sorte!…
    Caminham, molham, vertem:
    mistério de vida ou morte!…
    Águas correm vales,
    despontam dos montes,
    testemunhos – altiplanos:
    altares dos ‘deuses’,
    antenas dos humanos…
    A natureza à comunicação,
    céus e terras estão ligados:
    criaturas, Criador!…
    Pessoas trabalham,
    revertem males
    com as águas
    dos tortuosos vales!…
    Continuam batizando,
    molhando cabeças
    ao longo de gerações,  
    de crédulos e incrédulos…
    E ao viverem suas vidas
    às vidas deles os ensinam
    que elas são únicas:
    singulares,
    particulares,
    peregrinas!…
    E de tanta disciplina
    e experiências
    a que cada um domina,,
    quase os tornam santos
    e deles, suas vidas terminam!…
    Das benzedeiras:
    ramos, tesouras,
    águas preparadas,
    misturadas, bentas;
    estátuas tantas,
    muito atentas,
    de tudo e de todos,
    muito e tanto!…
    Santos intensos,
    olhares do além,
    firmes como quem
    fala do além, latim…
    Armas armadas,
    apontadas contra todos:
    os males
    e direções!…
    A tudo somado
    não sobram legados:
    laços amarrados,
    rivalizados,
    por postes fincados!…
    Os crédulos nas divindades,
    na dor que dói no peito doído,
    efeitos são tantos que passa
    o homem de peito ferido:
    vazado se foi, do doido amor,
    não é tonto, não é tanto!
    E de tudo – é muito iminente –
    que precisa urgente da cura,
    não são poucos os males,
    muitos são os curandeiros!…
    As rezas, por outros feitas,  
    não surtem os efeitos das benzedeiras…
    O rio:
    estrada que caminha,
    Leva e traz
    saudades de vida
    de menino e rapaz!…
    Barcos navegam,
    deslizam pelas águas,
    não apenas serenas,
    mas dói a saudade
    na alma por quem fica
    e dói mais, para quem vai!…
    Trabalho contínuo das águas:
    peregrinas, quase divinas!…
    Horas, minutos, segundos
    de todos os relógios do mundo:
    águas não cessam,
    passam, refrescam…
    Despertam,  muitos,
    longos anos…
    Milhões:
    reta infinita de todos os tempos,
    tempo finito do finito mortal…
    Águas dos céus,
    dos mares,
    de todos os lugares…
    Senhoras originais:
    dos altos penedos,
    planaltos e medos!…
    Águas chegam à foz,
    quase sem força,
    quase sem voz…
    Vão se diluindo
    ao novo porto…
    Nova porta:
    a mesma de entrada e saída;
    a ida compensa à estada;
    a partida nova longa jornada;
    a vida única e já cansada…
    Águas vivas às vidas:
    crianças, ativas,
    criativas, crescidas!…
    Águas que as rochas burilam:
    “água mole em pedra dura(…)”!…
    Águas moldam os seixos:
    roliços, lisos, pesados,
    soltos, desenfreados,
    embalados, por elas;
    rolam, soam como trovão
    pelo chão…
    …do rio que passa!…

    04– O trabalho das águas…
    Partículas de rochas
    trituradas, moídas,
    multifacetadas, coloridas,
    pelas águas trabalhadas,
    lavadas, levadas, dispersas
    em todas as direções…
    As areias,
    de rochas feitas,
    formam as praias,
    nem todas perfeitas:
    as curvas de forma tabular
    às margens do leito do rio,
    elas, as praias, se deitam…
    Lazer,
    paz e prazer
    são lá do mundo…
    …do rio que passa !…

    05 – As atividades decorrentes das águas…
    Águas brilham ao sol…
    Nuvens de repente…
    O Sol desponta novamente…
    E volta a brilhar…
    Raios difusos
    aquecem as areias
    que margeiam as praias
    cheias de gente
    ao pé do leito
    às margens do rio…
    E das águas profundas,
    nas suas entranhas,
    buscam os pescadores
    o sustento à vida:
    dos peixes que fisgam,
    pescam, apanham,
    com arte e artimanhas!…
    De caniço, anzol, chumbo,
    cortiça, isca, rede,
    barco, espinhel, linha,
    carretel, arpão, cestos e cipós…
    Peixe fisgado,
    nem sempre é pescado!…
    Pode escapulir,
    resta a lembrança
    de um belo dourado!…
    Quais sejam as cores,
    valores e sabores:
    todos são bem - vindos
    aos cestos,
    aos barcos
    e às panelas!…
    De todos os matizes
    aos espetos, às grelhas
    quentes, vermelhas, ardentes,
    fincadas nas areias!…
    Meio - dia!
    É bom almoçar!
    De todos os pesos:
    às balanças e valores!…
    De todos os peixes
    à próspera piracema!…
    À mesa de todos,
    para todos os dias,
    se multiplique o ‘milagre’
    dos peixes às famílias…
    …do rio que passa !…

    06 - Debaixo das águas…
    As águas ao rio se vão,
    formam lâminas variáveis,
    de ‘pés’ diversos…
    Dão ou não calado!…
    Barcos se prendem
    Encalhados
    a bancos de areias!…
    É coisa de aprendiz:
    diz o experiente barqueiro…
    …do rio que passa!…

    07 – Os movimentados e caminhos das águas…
    As águas se rolam,
    quentes ou frias se abraçam,
    deslizam, se amassam,
    quase morrem cansadas
    da dança que delas flui…
    Ao caminho dos redemoinhos
    rodopiam, tantas, tontas,
    fortes, contorcidas, balançam,
    impetuosas, abaladas, avançam,
    mal passam nos estreitos
    das estreitas gargantas!…
    À cachoeira se aproxima.,
    sussurram, descambam lá de cima,
    encobertas da forte neblina,
    soltam-se, pulam, caem;
    descortinam nova visão:
    mesmo rio,
    entalhadas,
    elas se vão
    e ao longo passam,
    correm, quase morrem
    ao molhar outro chão…
    Lá na frente,
    no estreito caminho,
    em espiral, feitas – ciclones:
    giram, rodopiam, batalham,
    malham forte,
    batendo nas pás das turbinas…
    Desfeito o enigma
    dos lisos pesados
    e pontiagudos metais:
    girados dão força
    e esplendor !
    A força faz a luz:,
    a luz muito ilumina!…
    A escuridão se apaga,
    a noite termina!…
    Acende-se acalentando
    um novo amanhã – destino
    para cada dia iluminado
    às pessoas esperançosas…
    Está aberta uma brecha de luz
    que não se apaga
    aos habitantes…
    …do rio que passa !.

    08 – Os lugares e características das águas…
    Águas –
    dos seus movimentos…
    Águas –
    das correntes: descendentes e ascendentes…
    Águas –
    das represas que transbordam e fazem o rio andar…
    Águas –
    subterrâneas: lençóis freáticos…
    Águas –
    das profundezas: grutas - catedrais sem luz…
    Águas –
    dos subsolos, lençóis freáticos, aqüíferos perfurados…
    Águas –
    dos poços: cada vez mais profundas…
    Águas –
    das cisternas: que não existem…
    Águas –
    das cisternas vazias: que não se enchem…
    Águas –
    das poucas cisternas: cheias…
    Águas –
    que não existem mais na depressão: onde era rio…
    Águas –
    das chuvas mal distribuídas: no tempo e no espaço…
    Águas –
    dos seus estados (…)
    Águas –
    dos Estados das secas, ressecados (…)
    Águas –
    brutas, fecundas, escuras, imundas, profundas;
    doidas ondas, delas, de todos os tamanhos…
    Águas –
    naturais, infinitas, indomáveis, até demais:
    Cinco oceanos separam os humanos
    e os colhem, milhares, em ‘tsunamis’!…
    Muita água, muito sal, muito sol:
    grandes ondas - o horror!…
    Os que foram:
    a comoção!…
    Os que não voltaram:
    o sudário!…
    O espaço (…) às homenagens:
    flores às águas, já calmas…
    Lembrar o dia (25w / 26/12/04):
    o imenso, o infinito momento insano!…
    Deus, ó Deus?!…
    É natural?
    É divino?
    É pecado fulminante humano?!…
    Ondas:
    o fato, o luto, o quanto?
    De tanta dor?!
    O grande, descomunal manto:
    o luto feito!…
    As mortes:
    a grande hecatombe!?…
    Índico, o doido Oceano!
    O revolto!
    O voluptuoso!
    O Incrível!
    O infernal!…
    Ó, horrendo túmulo aqüífero:
    coletivo, desumano!…
    Águas fazem vidas e mortes!…
    Não há meio termo!…
    Os dois gumes são iguais,
    só um deles é fatal…
    Entre o sim(,) o não,
    mal resta o espaço à vírgula…
    E de todas e tantas águas,
    ainda restam, as…
    …do rio que passa!…

    09 – Os três tempos das águas…
    Como foi a qualidade da água,
    H20, no tempo da bisavó?…
    Como é a qualidade da água,
    H2O, deste ano que se vai, 2006?…
    Como será a qualidade da água,
    H2O, no tempo do bisneto?…
    H20 é um nó, quase estrangula a garganta:
    a voz de todos nós e das águas…
    …do rio que passa!…

    10 – As diversas interpretações das águas…
    Águas que emergem!
    Águas que afundam!
    Águas que flutuam!
    Águas que inundam!
    Águas que secam!
    Águas de todas as cores e sabores!
    Águas que amargam do seu sal!
    Águas que se bebem,
    “nem sempre potáveis”…
    Águas que se gelam, congelam
    e fazem morrer vidas!…
    Águas que se evaporam,
    viram nuvens
    e não fazem chuvas!…
    Águas vertidas
    das mais diversas vertentes:
    frias ou quentes!…
    Águas radioativas
    dos perigosos reatores!…
    Águas de todas as temperaturas:
    profundidades
    e de latitudes diversas!…
    Águas do leito nupcial:
    calha do bem e ou / do mal!…
    Águas: estradas que caminham,
    pela lei da Gravidade… …do rio que passa!…

    11 – As ondas das águas…
    As ondas das águas
    da superfície lúcida
    do leito do rio se parecem
    a seios, cheios, prateados,
    pretensiosos, prontos, desnudos,
    pontiagudos, ondulados;
    acalentados, acariciados
    pelas mãos da noite, longamente!…
    A lua os ilumina coloridos
    à superfície das águas
    em movimento e se parecem
    verdadeiros aos olhos de todos…
    Mais ainda verdadeiros
    se apresentam aos olhos
    dos olheiros que os imaginam
    e os vêem por inteiros no leito …
    …do rio que passa !…

    12 - O ciclo das águas…
    As chuvas são lágrimas
    de proporções diversas…
    Os olhos: telhas rotas, abertas!
    E as águas se derramam do alto ao chão!…
    O céu se abre, goteja!…
    O estado de alerta à consciência lateja?!…
    Da escotilha - o estampido: já se faz o pranto!…
    Ferido o mundo foi muito e tanto!…
    E da dor profunda vertem as lágrimas:
    cortinas de chuvas - ninfas finas –
    embaçam os olhos, molham o chão
    e para o leito do rio elas se rolam e vão…
    Somam-se às demais!…
    E lá, as águas continuam o ciclo hidrológico…
    …do rio que passa!…

    13 – Os solos que se fertilizam das águas..
    Às margens do rio
    as cheias das águas
    depositam os solos de húmus:
    filões de terras férteis,
    substâncias enobrecidas…
    Acompanham uniformemente às margens…
    Fertilizam as sementes germinadas…
    Lançadas a lanço pelo braço do bravo agricultor…
    Rendem viver muitas vidas melhor por ano,
    Lá, onde todos enaltecem o trabalho, a vida e o amor…
    …do rio que passa!…

    14 – As tradições de um povo das águas…
    Ali se assentam as tradições,
    desde as longas e idas gerações,
    dos muitos e primitivos povos!…
    Povoaram, estiveram, viveram,
    produziram e batalharam
    as longas jornadas de trabalho
    com muito suor e esperança!…
    Venceram as árduas lutas
    de sobrevivência
    e se fez o progresso!…
    Por vezes, os reveses:
    retrocessos, perversos, surgiram,
    abalaram o futuro das comunidades!…
    Mas com o cultuar e a obstinação
    os costumes desses povos
    viveram,produziram a própria história,
    gerenciada pelas gerações somadas!…
    Os homens resistiram no tempo e no espaço,
    dando de si o que puderam dar,
    passos de uma grande caminhada,
    do passado ao presente…
    E com os mais preciosos,
    perplexos, sutis e sórdidos valores:
    as vidas inteiras!…
    Desses rudes!…
    Desses fortes!…
    Desses pobres!…
    Desses bravos!…
    Desses virtuosos –
    com ou sem sorte –
    Desses históricos!…
    Heróicos trabalhadores…
    …do rio que passa!…

    15 – O coletivo e seletivo dos sonhos de um povo
    das águas…
    O coletivo dos sonhos
    na história desses bravos,
    quase deuses,
    quase diabos,
    quase de tudo,
    quase de nada,
    quase anônimos,
    não se desfez!…
    Continua vivo
    na herança,
    o coletivo,
    na presença, ainda,
    desses homens…
    …do rio que passa!…

    ============================================

     

    19

    de
    fevereiro

    O RIO QUE PASSA…

    O RIO QUE PASSA…

                                                   Autor:
    Luiz Romeu Oliboni

    Sinônimo
    de todas as águas, homenagem a todos os seres, respeito e moderação a todos os
    meios, culto a todas as crenças, raças e culturas; vontade de ver renovados e
    melhorados os ciclos de vida: início, meio, fim e início de um novo processo
    sustentável para todas as espécies e a nós e nossos descendentes

    01 – A nascente das águas…
    As águas nascem:
    forte o desafio!…
    Belas, destemidas,
    iniciam pequenas,
    feito filete de pena,
    despontam do grotão,
    dessas pedras soltas
    que elas cavaram
    com as próprias mãos…
    Vertem as águas:
    precioso líquido,
    muito mais,
    para os sedentos aflitos…
    Elas ao longo,
    acenam, amenas,
    do percurso - caminho!…
    Lá elas se vão
    e molham,
    onde era seco o chão,
    alongam o caminho
    e empurram tontas
    à forte sentença !…
    Lágrimas:
    as águas
    que somadas
    andam, desandam,
    correm belas,
    leves, moles,
    borbulham do vaso raso
    que a natureza esculpiu,
    plantou, pintou com harmonia
    no chão do vale do Jardim de Deus!…
    Fazem o percurso,
    cortam biomas,
    vestem ecossistemas.
    É o destino entalhado:
    da nascente à foz,
    o grande legado!…
    Princípio, meio e fim,
    (alto, médio e baixo rio),
    de todas as coisas!
    As águas são…
    …do rio que passa!…

    02 – A preservação das águas…
    Preservar as águas
    deverá ser ato contínuo
    de todo sedentário humano
    peregrino do planeta Terra!…
    É dever, é querer viver,
    já é consciência coletiva,
    culta, de que as águas
    se tornem eternas
    às vidas efêmeras!…
    Que as vidas agradeçam
    às águas já consumidas!…
    Que, eternamente,
    as pessoas possam saciar a sede!…
    Que as pessoas sejam lavadas
    de suas incoerências!…
    Que o divisível rio seja permanente
    no seu leito corrente
    no tempo e no espaço!…
    Ensine a preservar,
    vá em frente, ajude,
    Seja grande, forte gente, destemida!…
    E que as águas estejam
    sempre vivas às vidas!…
    E que sejam renovadas,
    puras quais crianças ativas,
    que não se cansam, rolam e dançam
    no leito da vida:
    esperança!…
    O rio é a porta de frente:
    nossa cara, nossa gente,
    sem maquiagem, sem cena;
    espelha em si
    a realidade do que somos:
    amigos ou inimigos?!…
    Que as águas não morram…
    Sejam eternas,
    eternamente!…
    Com as propriedades livres
    sejam elas todas
    para todos os tempos
    para todos os vales
    para todos os seres
    servidas livremente…
    Voltem elas sempre
    a passar no canal mutável
    ainda viável
    à continuidade de tudo,
    sobretudo a …
    …do rio que passa!..

    03 – Os processos e segredos das águas…
    Águas, o domínio:
    espaços, limites,
    terras em declives,
    divinas, infernais,
    de todos os desníveis,
    de todos os destinos,
    desses mortais!…
    Caminham, avançam
    de mãos dadas,
    abraçam-se,
    balançam,
    ganham espaços,
    tarefa difícil,
    árdua batalha:
    alongam o percurso,
    fazem as curvas,
    molduram as praias
    por onde passam!…
    A cada passo dado,
    novas vidas renovadas!
    As águas criam
    as lavadeiras
    à beira do rio
    com seus filhos
    atletas esguios,
    tostados…
    São quase peixes,
    de nado a nado,
    de lado a lado,
    margeiam,
    atravessam o rio…
    No qual, as mães,
    levam, lavam, passam;
    carregam nas suas cabeças
    as trouxas - magotes:
    sustentos delas,
    de suas proles
    às vidas inteiras,
    fazendo de tudo,
    tudo da mesma maneira,
    de simples que elas são,
    são elas, simplesmente,
    as lavadeiras!…
    Por eles, os filhos,
    não são herdeiros
    dos mesmos trabalhos:
    destinos das mães!…
    Procuram, trabalham,
    visam construir a passagem
    para nova vida,
    ultrapassar as fronteiras
    do ‘psíquico-social,
    conquistar as cidades
    ribeirinhas, outras mais,
    para onde, além,
    não se sabe,
    centros maiores,
    é provável?!…
    Tudo é feito
    com vontade de vencer,
    tempo existe,
    o coletivo é duro
    e persiste!…
    Iguais idades,
    jovens são jovens
    em todos os tempos
    e espaços!…
    Grandes obreiras,
    as lavadeiras,
    de todos os dias,
    de todos elas conhecidas
    com suas dúzias de roupas
    batidas, esfregadas, estendidas
    sobre as pedras alisadas…
    Águas formam os pescadores,
    fazem crescer os peixes..
    Os instrumentos (…) à pesca!…
    Águas:
    infortúnio ou sorte!…
    Caminham, molham, vertem:
    mistério de vida ou morte!…
    Águas correm vales,
    despontam dos montes,
    testemunhos – altiplanos:
    altares dos ‘deuses’,
    antenas dos humanos…
    A natureza à comunicação,
    céus e terras estão ligados:
    criaturas, Criador!…
    Pessoas trabalham,
    revertem males
    com as águas
    dos tortuosos vales!…
    Continuam batizando,
    molhando cabeças
    ao longo de gerações,  
    de crédulos e incrédulos…
    E ao viverem suas vidas
    às vidas deles os ensinam
    que elas são únicas:
    singulares,
    particulares,
    peregrinas!…
    E de tanta disciplina
    e experiências
    a que cada um domina,,
    quase os tornam santos
    e deles, suas vidas terminam!…
    Das benzedeiras:
    ramos, tesouras,
    águas preparadas,
    misturadas, bentas;
    estátuas tantas,
    muito atentas,
    de tudo e de todos,
    muito e tanto!…
    Santos intensos,
    olhares do além,
    firmes como quem
    fala do além, latim…
    Armas armadas,
    apontadas contra todos:
    os males
    e direções!…
    A tudo somado
    não sobram legados:
    laços amarrados,
    rivalizados,
    por postes fincados!…
    Os crédulos nas divindades,
    na dor que dói no peito doído,
    efeitos são tantos que passa
    o homem de peito ferido:
    vazado se foi, do doido amor,
    não é tonto, não é tanto!
    E de tudo – é muito iminente –
    que precisa urgente da cura,
    não são poucos os males,
    muitos são os curandeiros!…
    As rezas, por outros feitas,  
    não surtem os efeitos das benzedeiras…
    O rio:
    estrada que caminha,
    Leva e traz
    saudades de vida
    de menino e rapaz!…
    Barcos navegam,
    deslizam pelas águas,
    não apenas serenas,
    mas dói a saudade
    na alma por quem fica
    e dói mais, para quem vai!…
    Trabalho contínuo das águas:
    peregrinas, quase divinas!…
    Horas, minutos, segundos
    de todos os relógios do mundo:
    águas não cessam,
    passam, refrescam…
    Despertam,  muitos,
    longos anos…
    Milhões:
    reta infinita de todos os tempos,
    tempo finito do finito mortal…
    Águas dos céus,
    dos mares,
    de todos os lugares…
    Senhoras originais:
    dos altos penedos,
    planaltos e medos!…
    Águas chegam à foz,
    quase sem força,
    quase sem voz…
    Vão se diluindo
    ao novo porto…
    Nova porta:
    a mesma de entrada e saída;
    a ida compensa à estada;
    a partida nova longa jornada;
    a vida única e já cansada…
    Águas vivas às vidas:
    crianças, ativas,
    criativas, crescidas!…
    Águas que as rochas burilam:
    “água mole em pedra dura(…)”!…
    Águas moldam os seixos:
    roliços, lisos, pesados,
    soltos, desenfreados,
    embalados, por elas;
    rolam, soam como trovão
    pelo chão…
    …do rio que passa!…

    04– O trabalho das águas…
    Partículas de rochas
    trituradas, moídas,
    multifacetadas, coloridas,
    pelas águas trabalhadas,
    lavadas, levadas, dispersas
    em todas as direções…
    As areias,
    de rochas feitas,
    formam as praias,
    nem todas perfeitas:
    as curvas de forma tabular
    às margens do leito do rio,
    elas, as praias, se deitam…
    Lazer,
    paz e prazer
    são lá do mundo…
    …do rio que passa !…

    05 – As atividades decorrentes das águas…
    Águas brilham ao sol…
    Nuvens de repente…
    O Sol desponta novamente…
    E volta a brilhar…
    Raios difusos
    aquecem as areias
    que margeiam as praias
    cheias de gente
    ao pé do leito
    às margens do rio…
    E das águas profundas,
    nas suas entranhas,
    buscam os pescadores
    o sustento à vida:
    dos peixes que fisgam,
    pescam, apanham,
    com arte e artimanhas!…
    De caniço, anzol, chumbo,
    cortiça, isca, rede,
    barco, espinhel, linha,
    carretel, arpão, cestos e cipós…
    Peixe fisgado,
    nem sempre é pescado!…
    Pode escapulir,
    resta a lembrança
    de um belo dourado!…
    Quais sejam as cores,
    valores e sabores:
    todos são bem - vindos
    aos cestos,
    aos barcos
    e às panelas!…
    De todos os matizes
    aos espetos, às grelhas
    quentes, vermelhas, ardentes,
    fincadas nas areias!…
    Meio - dia!
    É bom almoçar!
    De todos os pesos:
    às balanças e valores!…
    De todos os peixes
    à próspera piracema!…
    À mesa de todos,
    para todos os dias,
    se multiplique o ‘milagre’
    dos peixes às famílias…
    …do rio que passa !…

    06 - Debaixo das águas…
    As águas ao rio se vão,
    formam lâminas variáveis,
    de ‘pés’ diversos…
    Dão ou não calado!…
    Barcos se prendem
    Encalhados
    a bancos de areias!…
    É coisa de aprendiz:
    diz o experiente barqueiro…
    …do rio que passa!…

    07 – Os movimentados e caminhos das águas…
    As águas se rolam,
    quentes ou frias se abraçam,
    deslizam, se amassam,
    quase morrem cansadas
    da dança que delas flui…
    Ao caminho dos redemoinhos
    rodopiam, tantas, tontas,
    fortes, contorcidas, balançam,
    impetuosas, abaladas, avançam,
    mal passam nos estreitos
    das estreitas gargantas!…
    À cachoeira se aproxima.,
    sussurram, descambam lá de cima,
    encobertas da forte neblina,
    soltam-se, pulam, caem;
    descortinam nova visão:
    mesmo rio,
    entalhadas,
    elas se vão
    e ao longo passam,
    correm, quase morrem
    ao molhar outro chão…
    Lá na frente,
    no estreito caminho,
    em espiral, feitas – ciclones:
    giram, rodopiam, batalham,
    malham forte,
    batendo nas pás das turbinas…
    Desfeito o enigma
    dos lisos pesados
    e pontiagudos metais:
    girados dão força
    e esplendor !
    A força faz a luz:,
    a luz muito ilumina!…
    A escuridão se apaga,
    a noite termina!…
    Acende-se acalentando
    um novo amanhã – destino
    para cada dia iluminado
    às pessoas esperançosas…
    Está aberta uma brecha de luz
    que não se apaga
    aos habitantes…
    …do rio que passa !.

    08 – Os lugares e características das águas…
    Águas –
    dos seus movimentos…
    Águas –
    das correntes: descendentes e ascendentes…
    Águas –
    das represas que transbordam e fazem o rio andar…
    Águas –
    subterrâneas: lençóis freáticos…
    Águas –
    das profundezas: grutas - catedrais sem luz…
    Águas –
    dos subsolos, lençóis freáticos, aqüíferos perfurados…
    Águas –
    dos poços: cada vez mais profundas…
    Águas –
    das cisternas: que não existem…
    Águas –
    das cisternas vazias: que não se enchem…
    Águas –
    das poucas cisternas: cheias…
    Águas –
    que não existem mais na depressão: onde era rio…
    Águas –
    das chuvas mal distribuídas: no tempo e no espaço…
    Águas –
    dos seus estados (…)
    Águas –
    dos Estados das secas, ressecados (…)
    Águas –
    brutas, fecundas, escuras, imundas, profundas;
    doidas ondas, delas, de todos os tamanhos…
    Águas –
    naturais, infinitas, indomáveis, até demais:
    Cinco oceanos separam os humanos
    e os colhem, milhares, em ‘tsunamis’!…
    Muita água, muito sal, muito sol:
    grandes ondas - o horror!…
    Os que foram:
    a comoção!…
    Os que não voltaram:
    o sudário!…
    O espaço (…) às homenagens:
    flores às águas, já calmas…
    Lembrar o dia (25w / 26/12/04):
    o imenso, o infinito momento insano!…
    Deus, ó Deus?!…
    É natural?
    É divino?
    É pecado fulminante humano?!…
    Ondas:
    o fato, o luto, o quanto?
    De tanta dor?!
    O grande, descomunal manto:
    o luto feito!…
    As mortes:
    a grande hecatombe!?…
    Índico, o doido Oceano!
    O revolto!
    O voluptuoso!
    O Incrível!
    O infernal!…
    Ó, horrendo túmulo aqüífero:
    coletivo, desumano!…
    Águas fazem vidas e mortes!…
    Não há meio termo!…
    Os dois gumes são iguais,
    só um deles é fatal…
    Entre o sim(,) o não,
    mal resta o espaço à vírgula…
    E de todas e tantas águas,
    ainda restam, as…
    …do rio que passa!…

    09 – Os três tempos das águas…
    Como foi a qualidade da água,
    H20, no tempo da bisavó?…
    Como é a qualidade da água,
    H2O, deste ano que se vai, 2006?…
    Como será a qualidade da água,
    H2O, no tempo do bisneto?…
    H20 é um nó, quase estrangula a garganta:
    a voz de todos nós e das águas…
    …do rio que passa!…

    10 – As diversas interpretações das águas…
    Águas que emergem!
    Águas que afundam!
    Águas que flutuam!
    Águas que inundam!
    Águas que secam!
    Águas de todas as cores e sabores!
    Águas que amargam do seu sal!
    Águas que se bebem,
    “nem sempre potáveis”…
    Águas que se gelam, congelam
    e fazem morrer vidas!…
    Águas que se evaporam,
    viram nuvens
    e não fazem chuvas!…
    Águas vertidas
    das mais diversas vertentes:
    frias ou quentes!…
    Águas radioativas
    dos perigosos reatores!…
    Águas de todas as temperaturas:
    profundidades
    e de latitudes diversas!…
    Águas do leito nupcial:
    calha do bem e ou / do mal!…
    Águas: estradas que caminham,
    pela lei da Gravidade… …do rio que passa!…

    11 – As ondas das águas…
    As ondas das águas
    da superfície lúcida
    do leito do rio se parecem
    a seios, cheios, prateados,
    pretensiosos, prontos, desnudos,
    pontiagudos, ondulados;
    acalentados, acariciados
    pelas mãos da noite, longamente!…
    A lua os ilumina coloridos
    à superfície das águas
    em movimento e se parecem
    verdadeiros aos olhos de todos…
    Mais ainda verdadeiros
    se apresentam aos olhos
    dos olheiros que os imaginam
    e os vêem por inteiros no leito …
    …do rio que passa !…

    12 - O ciclo das águas…
    As chuvas são lágrimas
    de proporções diversas…
    Os olhos: telhas rotas, abertas!
    E as águas se derramam do alto ao chão!…
    O céu se abre, goteja!…
    O estado de alerta à consciência lateja?!…
    Da escotilha - o estampido: já se faz o pranto!…
    Ferido o mundo foi muito e tanto!…
    E da dor profunda vertem as lágrimas:
    cortinas de chuvas - ninfas finas –
    embaçam os olhos, molham o chão
    e para o leito do rio elas se rolam e vão…
    Somam-se às demais!…
    E lá, as águas continuam o ciclo hidrológico…
    …do rio que passa!…

    13 – Os solos que se fertilizam das águas..
    Às margens do rio
    as cheias das águas
    depositam os solos de húmus:
    filões de terras férteis,
    substâncias enobrecidas…
    Acompanham uniformemente às margens…
    Fertilizam as sementes germinadas…
    Lançadas a lanço pelo braço do bravo agricultor…
    Rendem viver muitas vidas melhor por ano,
    Lá, onde todos enaltecem o trabalho, a vida e o amor…
    …do rio que passa!…

    14 – As tradições de um povo das águas…
    Ali se assentam as tradições,
    desde as longas e idas gerações,
    dos muitos e primitivos povos!…
    Povoaram, estiveram, viveram,
    produziram e batalharam
    as longas jornadas de trabalho
    com muito suor e esperança!…
    Venceram as árduas lutas
    de sobrevivência
    e se fez o progresso!…
    Por vezes, os reveses:
    retrocessos, perversos, surgiram,
    abalaram o futuro das comunidades!…
    Mas com o cultuar e a obstinação
    os costumes desses povos
    viveram,produziram a própria história,
    gerenciada pelas gerações somadas!…
    Os homens resistiram no tempo e no espaço,
    dando de si o que puderam dar,
    passos de uma grande caminhada,
    do passado ao presente…
    E com os mais preciosos,
    perplexos, sutis e sórdidos valores:
    as vidas inteiras!…
    Desses rudes!…
    Desses fortes!…
    Desses pobres!…
    Desses bravos!…
    Desses virtuosos –
    com ou sem sorte –
    Desses históricos!…
    Heróicos trabalhadores…
    …do rio que passa!…

    15 – O coletivo e seletivo dos sonhos de um povo
    das águas…
    O coletivo dos sonhos
    na história desses bravos,
    quase deuses,
    quase diabos,
    quase de tudo,
    quase de nada,
    quase anônimos,
    não se desfez!…
    Continua vivo
    na herança,
    o coletivo,
    na presença, ainda,
    desses homens…
    …do rio que passa!…

    ============================================

     

    11

    de
    fevereiro

    SABER…

    De:
    “Aline Barros” <aline@indiquesaude.com> <input name=”Email” value=’”Aline Barros” ‘ type=”hidden”>
    Enviado: Sáb 11/02/12
    21:10
    Para:
    l.oliboni@terra.com.br
    Prioridade: Normal
    Assunto:
    5 direitos que temos e não são divulgados
    <!–
    Tipo: Embeded HTML/Text 

    –>

    Alerta:
    O endereço de e-mail foi adicionado a Lista de
    Contatos

    MUITO INTERESSANTE!!!

    Cinco informações úteis não divulgadas! Principalmente a QUARTA

    1. Quem quiser tirar uma cópia da certidão de nascimento, ou de
    casamento, não precisa mais ir até um cartório, pegar senha e esperAr um tempão
    na fila.
    O cartório eletrônico, já está no ar!

    Nele você resolve
    essas (e outras) burocracias, 24 horas por dia, on-line. Cópias de certidões de
    óbitos, imóveis, e protestos também podem ser solicitados pela internet.
    Para
    pagar é preciso imprimir um boleto bancário. Depois, o documento chega por
    Sedex.

    Passe para todo mundo, que este é um serviço da maior
    importância.

    2. DIVULGUE. É IMPORTANTE: AUXÍLIO À LISTA
    Telefone
    102… não!
    Agora é: 08002800102
    Vejam só como não somos avisados das
    coisas que realmente são importantes……
    NA CONSULTA AO 102, PAGAMOS R$
    1,20 PELO SERVIÇO.
    SÓ QUE A TELEFÔNICA NÃO AVISA QUE EXISTE UM SERVIÇO
    VERDADEIRAMENTE GRATUITO.

    Não custa divulgar para mais gente ficar
    sabendo.

    3. Importante: Documentos roubados - BO (boletim de
    occorrência) dá gratuidade - Lei 3.051/98 - VOCÊ SABIA???

    Acho que grande
    parte da população não sabe, é que a Lei 3.051/98 que nos dá o direito de em
    caso de roubo ou furto (mediante a apresentação do Boletim de Ocorrência),
    gratuidade na emissão da 2ª via de tais documentos como:
    Habilitação (R$
    42,97);
    Identidade (R$ 32,65);
    Licenciamento Anual de Veículo (R$
    34,11)..

    Para conseguir a gratuidade, basta levar uma cópia (não precisa
    ser autenticada) do Boletim de Ocorrência e o original ao Detran p/ Habilitação
    e Licenciamento e outra cópia à um posto do IFP..

    4) MULTA DE TRANSITO :
    essa você não sabia

    No caso de multa por infração leve ou média, se você
    não foi multado pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses, não precisa pagar multa.
    É só ir ao DETRAN e pedir o formulário para converter a infração em advertência
    com base no Art. 267 do CTB. Levar Xerox da carteira de motorista e a
    notificação da multa.. Em 30 dias você recebe pelo correio a advertência por
    escrito. Perde os pontos, mas não paga nada.
    Código de Trânsito
    Brasileiro
    Art. 267 - Poderá ser imposta a penalidade de advertência por
    escrito à infração de natureza leve ou média, passível de ser punida com multa,
    não sendo reincidente o infrator, na mesma infração, nos últimos doze meses,
    quando a autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender esta
    providência como mais educativa.

    DIVULGUEM PARA O MAIOR NÚMERO DE
    PESSOAS POSSÍVEL. VAMOS ACABAR COM A INDÚSTRIA DA MULTA!!!!

    5) ARTISTA FAMOSOS FICAM EM FORMA COM EXERCICIO E DIETA?

    Tudo mentira,
    os famosos tem uma receita secreta que deixa o corpo em forma sem
    esforço,
    porisso conseguem perder peso muito rapido.
    Tem uma coluna da
    Globo que mostra como funciona - http://www.colunamaisvoce.com/

    Gostaria, se
    possível, que cada um não guardasse a informação só para si

    31

    de
    janeiro

    JOVENS EMBAIXADORES…

    Jovens embaixadores do Brasil visitam sede da Nasa nos EUA
    31 de janeiro de 2012 13h27

    Nasa/Divulgação

    Os estudantes brasileiros foram recebidos no auditório da Nasa, na última sexta-feira
    Foto: Nasa/Divulgação

    A Nasa divulgou nesta terça-feira a imagem de um encontro entre o diretor da agência espacial, Charles Bolden, com 45 estudantes brasileiros que fazem parte do programa Jovens Embaixadores. Os brasileiros participaram de um intercâmbio promovido pela Embaixada dos Estados Unidos.

    A visita ao auditório sede da Nasa aconteceu na última sexta-feira. Na ocasião, os estudantes puderam conhecer como funciona o trabalho da agência e saber mais sobre as principais conquistas americanas no espaço.

    Os estudantes ficaram três semanas no país, onde participaram de reuniões em órgão do governo americano, em Washington, e visitaram escolas e projetos sociais. Pelo menos 250 brasileiros já participaram do projeto desde a sua criação, em 2002.

    31

    de
    janeiro

    BB

    Colunistas

    Wilson Granjeiro

    José Wilson
    Granjeiro é reconhecido por suas obras, cursos e palestras sobre temas relativos
    à Administração Pública. É dono do Gran Cursos e professor titular de Direito
    Administrativo e Administração Pública no Distrito Federal


    AI SE EU ME EMPREGO (NO BB)

    Eu tinha pouco mais de 19 anos de idade e
    havia acabado de servir o Exército quando fiz o primeiro concurso de minha vida.
    Foi para o Banco do Brasil, e não fui aprovado. Fico pensando: se tivesse
    passado, seria hoje o professor Granjeiro ou um bancário de carreira? Talvez
    fosse diretor ou vice-presidente; quem sabe até presidente, por que não? Afinal,
    o atual presidente, Aldemir Bendine, é funcionário de carreira do
    Banco.

    É impossível, claro, saber se minha vida teria tomado um rumo
    diferente, mas o fato é que esse tropeço foi de grande valia para o meu futuro.
    Nunca mais fiz concurso para o Banco, porém a lição desse inesperado ‘ fracasso’
    me valeu a aprovação em outros oito concursos públicos e uma carreira como
    servidor que durou 17 anos, até eu me tornar um empreendedor especializado no
    ensino para concursos, minha paixão profissional e meu sustento nos dias de
    hoje.

    Conto esse episódio pessoal relacionado ao BB ao me sentar para
    escrever este artigo sobre o próximo concurso para o Banco, que, sem dúvida,
    será um dos maiores da sua história, tal o interesse que vem despertando entre
    os concurseiros de todo o país. O movimento de inscrição nas turmas que abrimos
    no Gran Cursos é prova disso, e a tendência é o interesse aumentar ainda mais
    nos próximos dias.

    A história e as dimensões do Banco do Brasil são
    fascinantes. Isso, por si só, já é um estímulo para quem deseja seguir carreira
    na instituição. O Banco foi fundado em 12 de outubro de 1808 pelo Rei D. João
    VI, com um capital de 1,2 mil contos que só seria integralizado três anos mais
    tarde, pois a procura pelas ações ficou inicialmente abaixo do esperado pelo
    rei.

    Passados mais de 200 anos, hoje o BB é o primeiro do país em ativos
    financeiros (R$ 982 bilhões), em volume de depósitos totais (R$ 472 bilhões), em
    carteira de crédito (R$ 450 bilhões), em base de clientes pessoas físicas (53,7
    milhões), em câmbio exportação (28,1% do mercado), em administração de recursos
    de terceiros (R$ 593 bilhões, o maior da América Latina) e em faturamento de
    cartão de crédito (19,8% do mercado).

    A natureza jurídica do Banco é de
    Sociedade de Economia Mista, personalidade de direito privado, fruto de
    descentralização administrativa , vinculada ao Ministério da Fazenda, com
    capital dividido entre União (68,7%), Previ (11,4%), capital estrangeiro (6,9%),
    BNDESpar (5%), pessoas físicas (4%) e pessoas jurídicas (3,9%). O agronegócio, o
    financiamento das exportações e as linhas de crédito para capital de giro são
    pontos fortes de sua atuação no mercado, além, é claro, da movimentação de
    contas-correntes por seus milhões de clientes em todo o Brasil.

    A missão
    do Banco do Brasil, nos dizeres de sua filosofia corporativa, é: “Ser um banco
    competitivo e rentável, promover o desenvolvimento sustentável do Brasil e
    cumprir sua função pública com eficiência.”

    Naturalmente, trabalhar numa
    instituição desse porte, a qual conta com mais de 5 mil agências e mais de 15
    mil postos de atendimento espalhados pelo Brasil, proporciona muitas vantagens.
    A começar pela possibilidade de fazer carreira até os mais altos postos de
    direção - a exemplo do atual presidente, que um dia também foi escriturário,
    como serão os concursados que ingressarem na casa nos próximos meses.

    Os
    novos servidores do Banco vão iniciar a carreira com salário de R$ 1.408, mais
    uma gratificação semestral, paga mensalmente, de 25% (R$ 352), para a jornada de
    30 horas semanais de trabalho, ou seja, seis horas por dia, de segunda-feira a
    sexta-feira. Esses valores, somados a outros benefícios, como
    auxílio-alimentação (R$ 399,30) e cesta-alimentação (R$ 311,08), elevam a
    remuneração inicial dos novos bancários para R$ 2.470,08.

    Conversei com
    um amigo que trabalha no BB há muitos anos. Ele me explicou que a evolução na
    carreira obedece a uma série de normas internas, padronizadas para todo o
    Brasil. Essas normas regulam a ascensão profissional dos funcionários durante
    toda a carreira na instituição. Um programa intitulado TAO - Talentos e
    Oportunidades - armazena os dados e as qualificações dos empregados e é capaz de
    identificar e recrutar um deles em qualquer parte do país para preencher, por
    exemplo, um cargo em diretoria ou em agência de Brasília.

    Esse amigo me
    relatou que existe um princípio não escrito na instituição segundo o qual “quem
    faz a carreira é o funcionário”. A ascensão, segundo o servidor, começa
    geralmente seis meses depois do ingresso no Banco, com a promoção ao cargo de
    Assistente de gerência em uma das agências ou de Assessor em alguma diretoria.
    Tudo vai depender da capacidade, do interesse e do talento do funcionário: se
    suas qualidades forem para os negócios bancários, ele alcançará a gerência de
    uma agência, depois de se tornar Assistente de contas ou de relacionamento, em
    dois ou três anos.

    Mas há outro caminho profissional que também premia
    aqueles que demonstram capacidade e interesse pelo trabalho. Esse caminho é
    traçado nos órgãos de direção e começa com a promoção a Assessor (Júnior, Pleno
    e Sênior), depois a Gerente de Divisão, a Gerente Executivo e, finalmente, a
    Diretor de área. Aliás, para quem não sabe, no Banco do Brasil só funcionários
    de carreira podem se tornar diretores. Apenas os cargos de presidente e de
    vice-presidente (nove, no total) são de livre nomeação pelo Presidente da
    República.

    Segundo o meu amigo do BB, obviamente a ascensão depende de
    avaliações funcionais periódicas (semestrais) e de pontuações que levam em conta
    inclusive a produtividade do empregado. Para estimular ainda mais o bom
    desempenho de seus servidores, o Banco oferece participação nos lucros para
    todos os funcionários de carreira, semestralmente, de acordo com a função. Por
    exemplo, um escriturário pode receber R$ 2 mil e um gerente de agência até R$ 15
    mil. Além disso, aqueles que estudam podem ter até 80% do valor de cursos de
    graduação e de pós-graduação pagos pela instituição. E todos gozam de plano de
    saúde considerado um dos melhores do país: Cassis.

    Os funcionários do
    Banco do Brasil contam também com um plano de previdência privada para
    complementar a aposentadoria. A título de contribuição, são descontados
    mensalmente 3% do salário. Há outras vantagens, como férias de 35 dias a partir
    do vigésimo ano de trabalho (para quem ingressou no banco antes de 1998); abono
    de faltas de até 5 dias por ano por motivo de doença na família, nascimento de
    filho ou falecimento de familiar; e licença-prêmio de 18 dias por ano
    trabalhado.

    A estabilidade no emprego é mais um fator de interesse pelo
    concurso. Diz o meu amigo do BB que, “hoje, o funcionário só vai pra rua se
    aprontar”. A despeito disso, o servidor precisa lembrar que estará sendo
    permanentemente observado.

    Naturalmente, será recompensado se
    corresponder às expectativas do Banco, que saiu de sua tradicional posição de
    conforto para disputar o mercado e hoje tem de gerar lucro para seus acionistas,
    entre os quais o governo federal, o maior deles.

    O Banco do Brasil conta
    hoje com 115 mil funcionários. Dezessete mil deles estão em condições de se
    aposentar a qualquer momento, daí a grande necessidade de contratar quem for
    aprovado no concurso deste ano, que vai formar cadastro de reserva. O atual
    quadro de empregados é consequência da grande expansão do Banco na última
    década, quando o BB adquiriu uma série de instituições financeiras no país e no
    exterior: Nossa Caixa, Banco do Estado do Piauí, Banco Votorantin e Banco
    Patagonia, na Argentina. O quadro chegou a ser reduzido de 120 mil (em 1995)
    para 80 mil funcionários durante o governo Fernando Henrique, quando foram
    disseminados os planos de demissão voluntária. Mas voltou a crescer na era Lula.

    Para quem vai fazer o concurso do Banco do Brasil, atenção para esta
    dica do meu amigo bancário: uma das especialidades mais valorizadas atualmente
    no quadro do BB é a de estatístico, com poucos profissionais disponíveis no
    mercado de trabalho. Outra área em que a carreira interna pode decolar com mais
    facilidade é a tecnológica, uma grande vantagem para quem tem o domínio dos
    segredos da informática.

    30

    de
    janeiro

    O MUNDO: ALIMENTOS, ÁGUA ENERGIA

    O mundo está ficando sem tempo para garantir que haja alimentos, água e energia para atender a demanda de uma população em rápido crescimento e evitar que 3 bilhões de pessoas sejam levadas à pobreza, advertiu um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) na segunda-feira. Enquanto a população mundial parece preparada para crescer dos 7 bilhões de hoje para quase 9 bilhões até 2040 e o número de consumidores de classe média aumentar em 3 bilhões nos próximos 20 anos, a demanda por recursos crescerá exponencialmente.

    Mesmo para 2030, o mundo precisará de ao menos 50% a mais de alimentos, 45% a mais de energia e 30% a mais de água, de acordo com as estimativas da ONU, em uma época em que o ambiente em modificação cria novos limites ao abastecimento. Se o mundo fracassar em lidar com esses problemas, o risco é condenar 3 bilhões de pessoas à pobreza, afirmou o relatório. Os esforços rumo ao desenvolvimento sustentável não são nem fortes nem profundos o suficiente e, além disso, falta vontade política, disse um painel da ONU voltado à sustentabilidade global.

    O atual modelo de desenvolvimento global é insustentável. Para alcançar a sustentabilidade, é necessária uma transformação na economia global”, diz o relatório. “Fazer remendos nas margens não será suficiente. A atual crise econômica global oferece uma oportunidade para reformas significativas.” Embora o número de pessoas vivendo na pobreza absoluta tenha caído dos 46% em 1990 para 27% da população mundial e a economia global tenha crescido 75% desde 1992, as mudanças no estilo de vida e nos hábitos do consumidor colocaram uma pressão crescente sobre os recursos naturais.

    Há mais 20 milhões de pessoas desnutridas agora do que no ano 2000; 5,2 milhões de hectares de floresta são perdidos anualmente (uma área do tamanho da Costa Rica); 85 por cento de todos os estoques de pescaria estão super-explorados ou foram esgotados; e as emissões de dióxido de carbono subiram 38 por cento entre 1990 e 2009, o que aumenta o risco de elevação no nível das marés e de mais episódios de clima extremo. O painel, que fez 56 recomendações para que o desenvolvimento sustentável seja incluído na política econômica o mais rápido possível, disse que é necessária uma “nova política econômica”.

    “Vamos usar a próxima cúpula do Rio+20 para dar início a essa transição global rumo a um modelo de crescimento sustentável para o século 21 do qual o mundo precisa tanto”, disse Connie Hedegaard, a comissária da União Europeia para o clima, em resposta ao relatório, referindo-se a uma cúpula da ONU sobre desenvolvimento sustentável em junho no Brasil.

    Ação
    Entre as recomendações, o painel pede que os governos concordem com uma série de metas de desenvolvimento sustentável que complementariam as oito Metas de Desenvolvimento do Milênio até 2015 e criariam uma estrutura para ação depois de 2015. Eles devem trabalhar com organizações internacionais para criar uma “revolução perene”, que ao menos duplique a produtividade ao mesmo tempo em que reduz o uso de recursos e evite mais perdas à biodiversidade, afirmou o relatório. Os ecossistemas aquíferos e marinhos deverão ser administrados de maneira mais eficiente e deve haver acesso universal à energia sustentável até 2030.

    Para tornar a economia mais sustentável, a precificação do carbono e dos recursos naturais deve ser estabelecida por meio de taxação, regulação ou esquemas de comercialização das emissões até 2020 e os subsídios ao combustível fóssil também devem acabar aos poucos até lá. Os sistemas fiscais e de crédito dos países devem ser reformados para fornecer incentivos no longo prazo às práticas sustentáveis, assim como desincentivar as insustentáveis.

    Os fundos de pensão públicos e de riqueza soberana, assim como os bancos de desenvolvimento e as agências de crédito para a exportação, devem adotar critérios de desenvolvimento sustentável a suas decisões de investimento, e as agências de controle do governo ou dos mercados de ações devem revisar as regulações para estimular o seu uso. Os governos e cientistas também devem fortalecer a relação entre a política e a ciência ao examinar com regularidade a ciência por trás dos limites ambientais e a ONU deve considerar a possibilidade de nomear um conselheiro científico chefe ou um conselho para assessorar a organização, disse o relatório.

    O documento está disponível no endereço http://www.un.org/gsp/.

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